Autor do Mês


NELSON RODRIGUES

Nelson Falcão Rodrigues nasceu no Recife, em 23 de agosto de 1912, o quinto filho de uma família de catorze. Quando tinha três anos, seu pai, Mário Rodrigues, foi tentar a sorte no Rio de Janeiro, capital da República. O combinado era que tão logo encontrasse trabalho, chamava a família para ir a seu encontro. Maria Esther, sua esposa, não agüentou esperar. Em 1916, empenhou as jóias e mandou um telegrama para o marido, já avisando do embarque naquele mesmo dia. Nelson conta, nas “Memórias” publicadas no “Correio da Manhã”, que se não fosse a atitude da mãe, o pai jamais teria permanecido no Rio.

Olegário Mariano hospedou Mário, Maria Esther e os seis filhos (Joffre Rodrigues tinha nascido em 1915) em sua casa por alguns dias. O primeiro endereço da Família Rodrigues no Rio de Janeiro foi a Rua Alegre, na Aldeia Campista. Durante esse período, Nelson começou a desenvolver sua apurada observação sobre o mundo e entrou em contato com o universo passional que seria tema, no futuro, de “A vida como ela é…”. Como a lembrança do rapaz que tomou veneno, em 1917, por ter brigado com sua namorada e da imagem da mãe e da namorada do morto disputando o defunto em pleno velório.

No Rio, seu pai fundou o jornal “A Manhã”, onde Nelson começou sua carreira jornalística, aos 13 anos de idade. Em 1929, tendo perdido “A Manhã” para seu sócio, Mário Rodrigues lança “Crítica”. O jornal que será palco da primeira grande tragédia que irá acometer a família: o assassinato de Roberto.

Assassinato de Roberto

O fato ocorreu por conta de uma reportagem acusatória. “Crítica” ia publicar “as causas ocultas” do divórcio de uma mulher da sociedade. O motivo não alegado publicamente seria o adultério. Quando soube que a matéria sairia no jornal, Sylvia Seraphim foi até a redação para tomar satisfações. Roberto Rodrigues que sempre tivera inclinação para a pintura, também trabalhava no jornal. Enquanto Milton, Mário Filho, Nelson e Joffre apuravam as notícias, Roberto cuidava das ilustrações.

A moça entrou na redação do jornal, no dia 26 de dezembro, e perguntou:
- O Mário Rodrigues está?
- Não. – responderam – É só com ele ou pode ser com o filho?

Nelson estava na redação na hora do crime. Roberto recebeu a moça e fechou a porta da sala. Foi o tempo para ela sacar o revólver de dentro da bolsa e atirar. Roberto ficou três dias entre a vida e a morte. Durante esse tempo, a família acreditou na recuperação.

O assassinato de Roberto marcou profundamente a trajetória da família. Mário Rodrigues, inconformado por seu filho ter sido morto em seu lugar, passou a exagerar na bebida e, em pouco mais de dois meses, morreu.

Milton e Mário Filho assumiram o jornal. Passados poucos meses, “Critíca” foi fechada pela polícia, por ordens do governo, com a vitória de Getúlio Vargas, na Revolução de 30. Começou, assim, o período da fome. Até 1935, quando a situação começou a melhorar, os Rodrigues experimentaram a miséria. Em trecho das “Memórias”, Nelson escreve: “eu e toda minha família conhecemos uma miséria que só tem equivalente nos retirantes de Portinari”.
O saldo do período foram as duas tuberculoses de Nelson, que chegou a ser internado, e a morte de Joffre, aos 21 anos, também devido à tuberculose. Joffre era o irmão mais próximo de Nelson, ele dizia que era como se os dois fossem gêmeos.

Em 1936, ano da morte de Joffre, Mário Filho havia tornado-se sócio do “Jornal dos Sports” e Nelson passou a fazer contribuições sobre futebol. Daí para frente, vai contribuir e trabalhar em diversos veículos, como “Correio da Manhã”, “O Jornal”, “Última Hora”, “Manchete Esportiva” e “Jornal do Brasil”, entre outros. Escreverá crônicas, contos, correio sentimental, folhetins, comentário esportivo e artigos opinativos.

O teatro surge em 1941, quando estréia “A Mulher Sem Pecado”. A grande aclamação de Nelson, contudo, será com a encenação de “Vestido de Noiva”, dirigida por Ziembinski, marco do teatro brasileiro moderno. Nunca se vira nada semelhante no país, público e crítica foram unânimes perante o ineditismo do espetáculo. Apesar das polêmicas sobre obras posteriores e problemas enfrentados com a censura, o valor dramático de Nelson foi reconhecido de imediato por grande parte dos diretores, atores e críticos da época.

A primeira peça de Nelson já traz uma evidente carga psicológica, em que o jogo neurótico invade e transforma as relações. O que move a ação de A Mulher sem Pecado é o ciúme, doença aceita nos extratos mais recatados da sociedade. A narrativa se mantém dentro do comportamento social, só permitindo ao espectador acesso ao mundo interior das personagens através desse filtro. Na encenação do texto pela bem comportada companhiaComédia Brasileira, em 1942, o que é o latente estilo rodriguiano passa despercebido.

Em Vestido de Noiva, Nelson cria um artifício dividindo a ação em três planos – da memória, alucinação e realidade – permitindo ao espectador acessar toda a complexidade da psiqueda personagem central. O texto sugere insuspeitas perversões psicológicas, mas a temática não ultrapassa a traição entre irmãs e o apelo da vida mundana sobre a fantasia feminina. A encenação realizada por Ziembinski com o grupo Os Comediantes, em 1943, torna-se um marco histórico. A peça passa por várias montagens no decorrer das próximas décadas.

Em Álbum de Família, texto seguinte, escrito em 1945, Nelson elabora um mergulho radical na inconsciência primitiva de suas personagens, que se tornam arquétipos, trabalhando sua narrativa sobre as verdades profundas e inimagináveis do ser humano a partir da célula da família. Aqui o tema se aloja em um dos maiores tabus sociais – o incesto em todas as direções, entre irmãos, mãe e filho, pai e filha. O autor nomeia seu estilo de “teatro desagradável” e reconhece que este teatro, que se inicia a partir de Álbum de Família, inviabiliza a repetição do sucesso de Vestido de Noiva, porque “são obras pestilentas, fétidas, capazes, por si só, de produzir o tifo e a malária na platéia”.1

A rejeição à obra de Nelson Rodrigues, de motivação eminentemente moral, começa com a censura a algumas de suas peças. Álbum de Família, de 1945, só virá a ser encenada 22 anos depois de escrita. Anjo Negro, de 1946, sofre tentativas de censura religiosa, mas consegue ir à cena dois anos depois, polêmica montagem, novamente encenada por Ziembinski, pelo Teatro Popular de Arte, encabeçados por Maria Della Costa e Sandro Polloni.

Com uma capacidade de trabalho invejável, Nelson ainda fez história na televisão brasileira. Participou de mesas-redondas, com comentaristas como Luis Mendes e João Saldanha; fez “A Cabra Vadia”, no qual pessoas de destaque eram entrevistadas por Nelson com a presença, no estúdio, de uma cabra viva; foi pioneiro na teledramaturgia brasileira, ao escrever, para a TV Rio, a novela “A Morta Sem Espelho”.

Enquanto esteve vivo, acompanhou a adaptação de sua obra para o cinema e chegou a colaborar com o roteiro de “A Dama do Lotação”, de Neville D’Almeida, “Bonitinha, mas ordinária” e “Álbum de Família”, de Braz Chediak. Escreveu, também, os diálogos para dois filmes: “Somos Dois”, de Milton Rodrigues, e “Como ganhar na loteria sem perder a esportiva”, de J. B. Tanko.

Stella Rodrigues e Maria Clara Rodrigues contam que, no final da vida, Nelson estava bastante debilitado e sofria muito. Depois de um aneurisma na aorta, foi operado três vezes. Seu estado era agravado pelo fato de nunca ter tido uma saúde invejável. Nelson Rodrigues morreu no dia 21 de dezembro de 1980. Foi enterrado com a bandeira do Fluminense. Deixou seis filhos: Jofre, Nelson, Maria Lucia, Paulo César, Sonia e Daniela.

Fonte:

http://www.nelsonrodrigues.com.br/site/sobre.php

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=814

http://colunistas.ig.com.br/aplausobrasil/2012/05/14/sesi-promove-nelson-rodrigues-100-anos/

JORGE AMADO

Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.

Com um ano de idade, foi para Ilhéus, onde passou a infância. Fez os estudos secundários no Colégio Antônio Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. Neste período, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.

Publicou seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou seu segundo romance, Cacau.

Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, em 1935. Militante comunista, foi obrigado a exilar-se na Argentina e no Uruguai entre 1941 e 1942, período em que fez longa viagem pela América Latina. Ao voltar, em 1944, separou-se de Matilde Garcia Rosa.

Em 1945, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. Jorge Amado foi o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso. Nesse mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai.

Em 1947, ano do nascimento de João Jorge, primeiro filho do casal, o PCB foi declarado ilegal e seus membros perseguidos e presos. Jorge Amado teve que se exilar com a família na França, onde ficou até 1950, quando foi expulso. Em 1949, morreu no Rio de Janeiro sua filha Lila. Entre 1950 e 1952, viveu em Praga, onde nasceu sua filha Paloma.

De volta ao Brasil, Jorge Amado afastou-se, em 1955, da militância política, sem, no entanto, deixar os quadros do Partido Comunista. Dedicou-se, a partir de então, inteiramente à literatura. Foi eleito, em 6 de abril de 1961, para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono José de Alencar e por primeiro ocupante Machado de Assis.

A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba em várias partes do Brasil. Seus livros foram traduzidos para 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em formato de audiolivro.

Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado conforme seu desejo, e suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência na Rua Alagoinhas, no dia em que completaria 89 anos.

A obra de Jorge Amado mereceu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre os quais destacam-se: Stalin da Paz (União Soviética, 1951), Latinidade (França, 1971), Nonino (Itália, 1982), Dimitrov (Bulgária, 1989), Pablo Neruda (Rússia, 1989), Etruria de Literatura (Itália, 1989), Cino Del Duca (França, 1990), Mediterrâneo (Itália, 1990), Vitaliano Brancatti (Itália, 1995), Luis de Camões (Brasil, Portugal, 1995), Jabuti (Brasil, 1959, 1995) e Ministério da Cultura (Brasil, 1997).

Recebeu títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Venezuela, França, Espanha, Portugal, Chile e Argentina; além de ter sido feito Doutor Honoris Causa em 10 universidades, no Brasil, na Itália, na França, em Portugal e em Israel. O título de Doutor pela Sorbonne, na França, foi o último que recebeu pessoalmente, em 1998, em sua última viagem a Paris, quando já estava doente.

Jorge Amado orgulhava-se do título de Obá, posto civil que exercia no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia.

Bibliografia (algumas obras temos na sala de leitura)

Romances:

O País do Carnaval, 1931

Cacau, 1933

Suor, 1934

Jubiabá, 1935

Mar Morto, 1936

Capitães da Areia, 1936

Terras do Sem Fim, 1943

São Jorge dos Ilhéus, 1944

Seara Vermelha, 1946

Os Subterrâneos da Liberdade (3v), 1954 (v. 1:Os Ásperos Tempos; v. 2: Agonia da Noite; v. 3: A Luz no Túnel)

Gabriela, Cravo e Canela: crônica de uma cidade do interior, 1958

Os Pastores da Noite, 1964

- Dona Flor e Seus Dois Maridos: esotérica e comovente história vivida por Dona Flor, emérita professora de Arte Culinária, e seus dois maridos — o primeiro, Vadinho de apelido; de nome Teodoro Madureira e farmacêutico o segundo ou A espantosa batalha entre o espírito e a matéria, 1966

Tenda dos Milagres, 1969

Teresa Batista Cansada da Guerra, 1972

Tieta do Agreste: pastora de cabras ou A volta da filha pródiga, melodramático folhetim em cinco sensacionais episódios e comovente epílogo: emoção e suspense!, 1977

Farda Fardão Camisola de Dormir:fábula para acender uma esperança, 1979

Tocaia Grande: a face obscura, 1984

O Sumiço da Santa: uma história de feitiçaria, 1988

A Descoberta da América pelos Turcos ou De como o árabe Jamil Bichara, desbravador de florestas, de visita à cidade de Itabuna, para dar abasto ao corpo, ali lhe ofereceram fortuna e casamento ou ainda Os esponsais de Adma, 1994

O Compadre de Ogum, 1995

Novelas

A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua, 1959

A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua (publicada juntamente com Os Velhos Marinheiros ou A completa verdade sobre as discutidas aventuras do Comandante Vasco Moscoso de Aragão, capitão de longo curso, in Os velhos marinheiros, 1961

Os Velhos Marinheiros ou A completa verdade sobre as discutidas aventuras do comandante Vasco Moscoso de Aragão, capitão de longo curso, 1976

Literatura Infanto-Juvenil:

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: uma história de amor, 1976

A Bola e o Goleiro, 1984

O Capeta Carybé, 1986

Poesia:

A Estrada do Mar, 1938

Teatro:

O Amor do Soldado, 1947 (ainda com o título O Amor de Castro Alves), 1958

Contos:

Sentimentalismo, 1931

O homem da mulher e a mulher do homem, 1931

- História do carnaval, 1945

As mortes e o triunfo de Rosalinda, 1965

Do recente milagre dos pássaros acontecido em terras de Alagoas, nas ribanceiras do rio São Francisco, 1979

O episódio de Siroca, 1982

De como o mulato Porciúncula descarregou o seu defunto, 1989

Relatos autobiográficos:

O menino grapiúna, 1981

Navegação de cabotagem: apontamentos para um livro de memórias que jamais escreverei, 1992

Textos autobiográficos:

ABC de Castro Alves, 1941

O cavaleiro da esperança, 1945

Guia/Viagens:

Bahia de Todos os Santos: guia de ruas e de mistérios, 1945

O mundo da paz (viagens), 1951

Bahia Boa Terra Bahia, 1967

Bahia, 1970

Terra Mágica da Bahia, 1984.

Documento político/Oratória:

Homens e coisas do Partido Comunista, 1946

Discursos, 1993

Livro traduzido:

Dona Bárbara (Doña Barbara), romance do venezuelano Rómulo Gallegos, 1934

Em parceria:

Lenita (novela), com Edison Carneiro e Dias da Costa, 1929

Descoberta do mundo (literatura infantil), com Matilde Garcia Rosa, 1933

Brandão entre o mar e o amor, com José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz, 1942

O mistério de MMM, com Viriato Corrêa, Dinah Silveira de Queiroz, Lúcio Cardoso, Herberto Sales, Rachel de Queiroz, José Condé, Guimarães Rosa,  Antônio Callado e Orígines Lessa, 1962

Fonte:

http://www.releituras.com/jorgeamado_bio.asp

http://www.jorgeamado.org.br/?page_id=75

http://blog.meiapalavra.com.br/2012/08/10/links-e-noticias-da-semana-101/

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Com a chegada dos famosos livros sobre vampiros, lobisomens e garotas perdidas no meio dessas criaturas, não deu outra: o Mês de Julho ficou mesmo para algum autor (e olha que não são poucos) que escreva sobre o assunto. A diferença desta vez ficou por conta da seleção do texto, feito por uma aluna da nossa escola!

A pedido da aluna Milene C. Carvalho Cupertino (7ªB) estamos publicando uma biografia da autora da série Crepúsculo.

Autores são pessoas nerds que não fazem outra coisa a não ser escrever???? Não!!!!

São apenas pessoas que gostam de escrever e não tem vergonha de mostrar suas ideias para o mundo!!!!

A autora da saga Crepúsculo: Stephenie Sonnibe Meyer

Stephenie Sonnibe Meyer nasceu em Hartford, Connecticut, filha de Stephen Morgan e Candy. Ela cresceu em Phoenix, Arizona, com cinco irmãos: Seth, Emily, Jacob, Paul, e Heidi. Ela frequentou a escola Chaparral High School, em Scottsdale, Arizona, e cursou literatura inglesa na Universidade Brigham Young, em Provo, Utah, onde se formou em 1995. Meyer é membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.[ Conheceu seu marido Christian, mais conhecido por “Pancho”, quando era pequena, casou-se com ele em 1994. Juntos, eles têm três filhos: Gabe, Seth e Eli. Após escrever Crepúsculo(Twilight), Stephenie ganhou 3 prêmios: um do NY Times e dois da Associação das Bibliotecas Americanas.

autora da série Crepúsculo
Crepúsculo (Twilight nos EUA), é o seu primeiro romance. Depois da sua publicação, Stephenie foi escolhida como um dos “novos autores mais promissores de 2005” pelaPublishers Weekly. O sucesso desta obra lhe rendeu contratos de adaptação para o cinema, produtos e o planejamento de novas obras com a Little, Brown and Company.
Meyer atualmente vive em Cave Creek, Arizona, e possui também uma casa em Marrowstone Island, Washington.
Meyer ganhou recentemente duas versões de sua biogafia: uma em quadrinhos, feito originalmente pela Bluewater Comics, “Twilight Unbound: The Stephenie Meyer Story”, que conta a vida e a inspiração para a saga, a história e as lendas de Forks; e uma outra, não-autorizada, do biógrafo americano Marc Shapiro.

Fonte: http://stephenie-meyer.forumeiro.net/t10-biografia-de-stephenie-meyer

Amir Klink

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

A frase acima justifica a posição das obras de Amir Klin na estante classificada como “Biografia”. Mais do que registrar os acontecimentos de uma vida, o autor se preocupa em apontar e refletir sobre a sua trajetória num determinado momento de sua vida.
Misto de ficção e realidade somado a uma fusão de filosofia com estratégias de todo tipo para se chegar ao objetivo, o autor é leitura obrigatória para quem deseja, ao menos na leitura, viajar como acompanhante por expedições que colocam o homem frente à natureza e aos seus limites.
Do autor, é leitura obrigatória para entender a afirmação acima a obra “100 dias entre o Céu e o Mar”. A expectativa, a angústia, o desejo, o medo. Tudo no autor é compartilhado em seus escritos, narrando essa incrível aventura que foi atravessar o Oceano Atlântico num veleiro (o primeiro homem no mundo a realizar tal feito).

Os textos do autor é muito oportuno para o professor ou aluno que deseja compreender, sob a forma da arte literária, como é organizada uma biografia. É um convite saboroso para compreender esse gênero literário que, longe de preconceitos, não é uma pura catalogação dos feitos de uma vida.

Para ajudar, coletamos algumas informações biográficas que explicam esse fascínio que o mar causa tanto no autor.

Biografia (extraído de: http://www.algosobre.com.br/biografias/amyr-klink.html )

“Navegador paulista (25/9/1955-). Primeiro a atravessar o Atlântico Sul a remo e a circunavegar a região polar antártica. Filho de imigrante libanês e de artista plástica sueca, Amyr Khan Klink nasce na capital paulista, segundo dos quatro filhos do casal.
Desde criança frequenta Parati, litoral do Rio de Janeiro, e lê relatos de grandes expedições marítimas. Aos 10 anos, começa a colecionar canoas antigas, o que serviu para que ajudasse a fundar o Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul, Santa Catarina, em 1991. Forma-se em economia pela Universidade de São Paulo (USP) em 1979 e especializa-se em administração de empresas pelo Mackenzie. É remador do Clube Espéria de 1974 a 1980.
Em 1978 realiza sozinho a travessia Santos-Parati em canoa. Em 1980 faz em catamarã as travessias Parati-Santos e Salvador-Santos. Em 1982 veleja de Salvador a Fernando de Noronha, e de lá à Guiana Francesa. Em 1984 faz a primeira travessia solitária e a remo do Atlântico Sul, narrada por ele no livro Cem Dias entre o Céu e o Mar. Em 1989 inicia o Projeto de Invernagem Antártica, no qual percorre sozinho 27 mil milhas da Antártica ao Ártico em 642 dias, tema de seus outros livros Paratii – Entre Dois Pólos e As Janelas do Paratii.
Em 1998 começa o projeto Antártica 360o, circunavegando o continente gelado em 88 dias. É proprietário da empresa Amyr Klink Planejamento e Pesquisa (AKPP), que desenvolve planos diretores urbanísticos para cidades costeiras e constrói barcos.”

O vídeo abaixo faz parte de uma série de reportagens do programa Fantástico (rede Glogo), misto de biografia com entrevista que ajuda a conhecer um pouco sobre o autor.

Fantástico 13/11/2011 – O que vi da vida – Amyr Klink

Fonte:

http://pensador.uol.com.br/autor/amyr_klink/

http://www.amyrklink.com.br/

http://www.algosobre.com.br/biografias/amyr-klink.html

Março

Quem nunca leu e se divertiu com uma das histórias criadas por Ruth Rocha? A minha preferiada é “O Reizinho Mandão”, pela magia como a autora trata os comportamentos autoritários facilmente encontrados por aí. Além dos governantes temos também os “papagaios” que, como na história da autora, repete o autoritarismo sem refletir sobre essa atitude.

E você? Qual é a sua história preferida escrita pela Ruth Rocha?

Abaixo segue um pequeno texto retirado do site da autora, contando um pouco sobre a sua trajetória e entrada no mundo da literatura. Ah, vale a pena visitar o seu site (que está no final deste texto. Tem ilustrações, fotos, informações sobre os seus livros e muito mais…. recomendado!!!!

Ruth Rocha nasceu em 1931 na cidade de São Paulo. Filha dos cariocas Álvaro de Faria Machado, médico, e Esther de Sampaio Machado, tem quatro irmãos, Rilda, Álvaro, Eliana e Alexandre. Teve uma infância alegre e repleta de livros e gibis. O bairro de Vila Mariana, onde morava, tinha nessa época muitas chácaras por onde Ruth passava, a caminho da escola – estudava no Colégio Bandeirantes. Mais tarde, terminou o Ensino Médio no Colégio Rio Branco.


É graduada em Sociologia e Política pela Universidade de São Paulo e pós-graduada em Orientação Educacional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Casada com Eduardo Rocha, tem uma filha, Mariana e dois netos, Miguel e Pedro.

Durante 15 anos (de 1956 a 1972) foi orientadora educacional do Colégio Rio Branco, onde pôde conviver com os conflitos e as difíceis vivências infantis e com as mudanças do seu tempo. A liberação da mulher, as questões afetivas e de auto-estima foram sedimentando-se em sua formação.

Começou a escrever em 1967, para a revista Claudia, artigos sobre educação. Participou da criação da revista Recreio, da Editora Abril, onde teve suas primeiras histórias publicadas a partir de 1969. “Romeu e Julieta”, “Meu Amigo Ventinho”, “Catapimba e Sua Turma”, “O Dono da Bola”, “Teresinha e Gabriela” estão entre seus primeiros textos de ficção. Ainda na Abril, foi editora, redatora e diretora da Divisão de Infanto-Juvenis.

Publicou seu primeiro livro, “Palavras Muitas Palavras”, em 1976, e desde então já teve mais de 130 títulos publicados, entre livros de ficção, didáticos, paradidáticos e um dicionário. As histórias de Ruth Rocha estão espalhadas pelo mundo, traduzidas em mais de 25 idiomas.

Monteiro Lobato foi sua grande influência. Em sua obra, essa influência se traduz pelo seu interesse nos problemas sociais e políticos, na sua tendência ao humor e nas suas posições feministas.

Seu livro de forte conteúdo crítico, “Uma História de Rabos Presos”, foi lançado em 1989 no Congresso Nacional em Brasília, com a presença de grande número de parlamentares. Em 1988 e 1990 lançou na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York seus livros “Declaração Universal dos Direitos Humanos” para crianças e “Azul e Lindo – Planeta Terra Nossa Casa”.

Participou durante seis anos do programa de televisão Gazeta Meio-Dia como membro fixo da mesa de debates.

Em 1998 foi condecorada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

Ganhou os mais importantes prêmios brasileiros destinados à literatura infantil da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, da Câmara Brasileira do Livro, cinco Prêmios “Jabuti”, da Associação Paulista de Críticos de Arte e da Academia Brasileira de Letras, Prêmio João de Barro, da Prefeitura de Belo Horizonte, entre outros.

Fonte do texto (adaptad) e da foto:

http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historiadaruth.htm

http://www.bibliotecaruthrocha.com.br

http://www2.uol.com.br/ruthrocha/galeria.htm?imagem=4&total=19

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